27 de fevereiro de 2025 - Quinta com cineclube

 

Ouço, comovido, acompanhando a partitura, o quarto ato de Le Prophète de Meyerbeer. Injusto desprezo sobre esse compositor. Tudo soa verdadeiro.








Leitura na sala de espera: alguns parágrafos de l'Europe des Capitales, de Argan

E Comment l'on écrit l'histoire, de Paul Veyne, um trecho. Senti uma espécie de felicidade ao ver a análise tão certeira e tão contrária às teorias da história.





Check-up com dr Osamu.




O novo cachorrinho Romeu.




Visita aos cachorros do Lúcio.




Envio a Leandro a tradução definitiva de Simenon

O INQUILINO

 

 

— Feche a janela! gemeu Élie, puxando o cobertor até o queixo. Você ficou louca?

— Está com cheiro de doente aqui! retrucou Sylvie, cujo corpo nu se erguia entre a cama e a janela cinzenta. Como você transpirou esta noite!

Élie fungou, encolheu seu corpo magro, enquanto a mulher penetrava na luz quente do banheiro e fazia borbulhar a água da banheira. Durante alguns minutos, era inútil falar, pois o barulho das torneiras dominava todos os ruídos. Com um olho aberto, Élie olhava ora para a janela, ora para o banheiro. A janela era fria, de uma brancura traiçoeira. As pessoas que haviam se levantado cedo sem dúvida viram a neve cair. Mas eram onze horas, e os flocos não se desprendiam mais do céu amarelado que pairava sobre os telhados de Bruxelas. Ao longo da avenida do Jardim Botânico, os postes ainda estavam acesos, assim como as luzes das vitrinas.

Do seu lugar, Élie via muito bem a avenida negra e lustrosa, onde os bondes seguiam numa caravana. Também avistava o jardim botânico, e as placas de neve que resistiam, o lago meio congelado e três cisnes imóveis em um resto de água escura.




Mimi me olhando na beira da piscina.



Cineclube: Ópera, de Dario Argento


Anderson, Eleonora, Gloria, Saulo, Jean, Olga no bate-papo.


O frango xadrez

Um fantástico Rubens na Tribune de l'Art




















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