11 de julho de 2026 - Sábado de ida ao MAC Campinas e cinema Evil dead Burn

 

Claudio Tozzi




Samuel Menezes

Expo Mulheres



Depois, Eskina Bar




Ontem, descoberta para mim de um novo e verdadeiramente grande cineasta: Sébastien Vaniček. Um filme de qualidades fora do comum: original, renovando-se em cada cena, com um sentido prodigioso da narração pela imagem. Cáustico na concepção da família, tal como o cinema americano a transmite, alegórico e alucinado na descrição das relações tóxicas. E cheio de humor - o cineasta deve ter se divertido muito - que filtra nas cenas mais violentas. Sébastien Vaniček é um francês sem piedade diante dos universo doméstico nos Estados Unidos.
O admirável é que Vaniček entra numa franquia profundamente americana, criada por Sam Raimi, com seus códigos, sua violência e seu humor e, em vez de simplesmente imitá-la, olha aquele universo como um estrangeiro. A família norte-americana surge como uma construção monstruosa antes mesmo da intervenção do sobrenatural: cordialidade compulsória, afetos falsificados, ressentimentos recobertos por rituais, violência doméstica transformada em segredo familiar. Os demônios não introduzem o mal; apenas lhe dão corpo, voz e liberdade.
A câmera não se limita a registrar acontecimentos: ela pensa, antecipa, engana, descobre. Cada enquadramento parece conter uma transformação possível. O filme nunca se instala numa fórmula; quando se começa a compreender a lógica de uma sequência, ele muda o espaço, o ritmo, o ponto de vista ou a natureza da ameaça.









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